O planejamento cirúrgico-protético em implantodontia é um processo complexo que envolve diversos aspectos clínicos importantes. Um dos fatores mais relevantes é a qualidade óssea, que pode ser classificada em quatro tipos diferentes. Embora não haja um consenso científico sobre qual qualidade óssea é a mais importante para o sucesso dos implantes, a classe IV apresenta maior índice de falhas devido à maior dificuldade na obtenção do travamento e consequente estabilidade primária.

Além disso, é necessário avaliar a condição dos tecidos moles, especialmente a extensão da gengiva queratinizada, e realizar enxertos gengivais previamente à colocação dos implantes, a fim de obter um melhor resultado estético durante a fase inicial de instalação da prótese sobre o implante.

Também é importante avaliar as limitações anatômicas antes do procedimento cirúrgico, já que determinadas estruturas podem ser fatores limitantes em relação ao número e comprimento dos implantes.

Outro fator relevante é a forma do rebordo edêntulo, que pode ser classificada em quatro classes diferentes. Os casos de classes III e IV requerem correção cirúrgica prévia por meio de enxertos ósseos e gengivais, sobretudo em regiões estéticas.

Por fim, é fundamental analisar tanto a dimensão óssea existente como a dimensão da porção restauradora antes da colocação do implante num espaço edêntulo entre dois dentes. O diâmetro do implante é uma dimensão importante que afeta a resistência à fratura, o contato e a distribuição do estresse na interface osso-implante, a tensão no intermediário e o torque máximo. Implantes com conexão interna e maior diâmetro podem ser recomendados para regiões com osso de pobre qualidade e para casos de carga imediata nas regiões de pré-molar e molar.

O sucesso dos implantes dentários depende de uma análise cuidadosa dos diversos aspectos clínicos relevantes no planejamento cirúrgico-protético em implantodontia, incluindo a qualidade óssea, a condição dos tecidos moles, as limitações anatômicas, a forma do rebordo edêntulo e a dimensão do implante. A escolha do tipo de conexão e dimensão do implante deve levar em consideração as condições clínicas do paciente.

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